QUAL É O NOSSO NEGÓCIO?
Lendo um dos livros escritos pelo Pastor Ebenézer Bittencourt, “Qual é o Seu Negócio”, chamou-me a atenção a história narrada entre um jovem e o dono (acho, porque ela é uma empresa publica - acionistas) da Coca-Cola. Em um avião, o jovem vendo o passageiro muito bem vestido, de terno e grava, com sua bela pasta social, aparentando estar em uma viagem de negócios, curioso, do nada, aquele jovem perguntou àquela pessoa: qual é o seu negócio?
O que impressionou a mim, particularmente, foi a resposta dada por aquele distinto homem. Sua resposta foi: “meu negócio é matar a sede do mundo”.
Ai eu pensei: se eu fosse dono da Coca Cola, o que eu responderia? A leitura me levou mais além. Pensei: como cristão, se alguém me perguntasse qual é o meu negócio, que resposta daria?
Como cristãos (“que somos”), qual é o nosso negócio? Como tais, o nosso negócio deve ser:
- ENVOLVIMENTO COM AS PESSOAS E NÃO COM AS COISAS
Todo mundo preparou alguma coisa para um evento evangelístico na igreja. Um organizou o evento; outro cuidou de preparar as músicas e a mensagem evangelística; outro cuidou da recepção e também de coletar as informações daqueles que se converteriam para estudos bíblicos, discipulado e visitação; outro cuidou em preparar os comes e bebes. Mas, quem cuidou em convidar as pessoas?
A igreja que não sabe qual é o propósito está perdida em si mesma!
- LEALDADE A JESUS E NÃO AO SISTEMA RELIGIOSO
Nossas igrejas ensinam que devemos expandir o reino de Deus amando e pregando salvação ao nosso próximo. Ensinar, aprender e praticar tudo isso é um dever da igreja e prazeroso de fato, quando feito com motivação santa.
Porém, quando é feito simplesmente por ser parte do sistema religioso, quem executa nada é e o que faz de nada valeu (I Co 13:1-3)
Ouvi de Matt, um amigo e missionário norte-americano que ao evangelizar uma adolescente filipina e muçulmana, aceitou a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. Questionada quanto a sua decisão, se de fato era o que queria de verdade, mesmo sabendo que poderia ser morta por estar “negando” Alá e abandonando o Islamismo, ela, com imensa alegria no coração, convictamente respondeu que não se importava com o sistema religioso, mas em ser fiel e leal a Jesus, que deu Sua vida por ela, mesmo que isso lhe custasse a vida.
Hoje, ela está no céu. Foi assassinada pela própria família, no dia seguinte, após declarar sua conversão a Cristo Jesus.
- PROMOVER A COMUNICAÇÃO DA PALAVRA (MEIOS)
Arlindo Barreto, fazendo palhaçadas, prega Jesus como Bozo; Elizeu de Lima prega Jesus fazendo mágicas; Lázaro, ex-Olundum, prega a Cristo cantando; Ed Rene Kivits, pastor da Igreja Batista Água Branca (SP-Capital), realizando assistência social; Dr Lizwaldo Mário Zitt, fazendo capelania hospitalar; profissionais liberais (médicos, contadores, advogados, psicólogos, consultores, engenheiros, etc) recebendo e atendendo gratuitamente. Todos, juntos, com um propósito: transmitir a Palavra de Deus, única e suficientemente capaz de transformar vidas.
Temos de ser criativos. Por exemplo: uma pessoa uma vez considerou-se sortudo de mais por ter nascido no século XXI, onde a era da informática predomina. Uma pessoa cristã, sábia e criativa, lhe diria que há muito tempo atrás Jesus tinha falado sobre informática. Jesus disse que quem crê é “salvo” e quem não crê é “deletado”.
A igreja precisa sair das quatro paredes.
- TRANSFORMAÇÃO DE VIDAS (DISCIPULADO)
Pastor não gera ovelhas. Ovelhas geram ovelhas.
Nossas igrejas estão com a visão desfocada. Estão dando uma importância imensa para a quantidade de membros que possuem e se esquecendo do imperativo “faça discípulos”. O que Jesus quer além de pregar, ensinar e batizar é que façamos discípulos.
Precisamos, portanto, ser instrumentos de Deus na vida desses novos discípulos. Eles precisam ser equipados e capacitados para gerarem outros discípulos, mediante o dom que receberam do Espírito Santo (Ef 4:12).
- FAZER DISSO TUDO UM DESAFIO FASCINANTE
Deus nos capacita se quisermos arregaçar as mangas (II Co 3:5)!!!
Então, àquela mesma pergunta mudou de lado. E a resposta daquele jovem, funcionário também de uma multinacional foi: - “Meu negócio também é matar a sede que há no mundo”. E apresentou Jesus como a água que tira a sede do mundo (Jo 4:13,14).
Que Deus nos abençoe.
Com amor,
Pr. Charles
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